Giulia passou o restante do dia inteiro com o envelope dentro da bolsa.
Várias vezes pensou em abrir.
Entre uma aula e outra.
No carro.
No estacionamento.
Mas não conseguiu.
Porque aquilo parecia importante demais.
Íntimo demais.
Como se aquela carta não fosse apenas uma carta.
Como se fosse a continuação de uma conversa que tinha começado naquela coletiva.
Quando chegou em casa, encontrou exatamente a cena que esperava.
Ou quase.
Elisa estava sentada no tapete da sala cercada por lápis de cor,