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Capítulo 5 Laura: A promessa

Fiz questão de pronunciar bem o nome dele também, para deixar claro que eu não estava intimidada. Realmente era um bom desconto para pagamento a vista. Ele me ofereceu quinze por cento. Eu sabia que geralmente os vendedores podiam dar até dez por cento. Não entendi a jogada dele a princípio. Ele mesmo preencheu meu cadastro, e fiquei esperando a tal da pergunta do estado civil, mas não teve essa. Nem sei por quê. Eu não uso nenhuma aliança, então já fica a dica. Só não sei de onde eu tirei que isso iria interessar a ele. E por que eu de repente, queria que ela soubesse dessa informação? Por acaso ele não usa nenhuma aliança também. Eu notei. Sério, eu estava delirando, definitivamente, fora do meu modo de pensar e agir normalmente.

Concluído o meu cadastro ele me mostrou o caixa e foi pegar o meu produto no estoque. Depois que fiz o pagamento, fiquei esperando-o voltar com meu produto. No entanto, ele retornou do estoque com uma expressão estranha... Será que estava sem graça?

- Poxa vida Laura. Tenho que te pedir mil desculpas. Acabou esse produto em nosso estoque. Só temos mesmo aquele no mostruário. Mas acho que você não vai querer levar seu forno fora da embalagem e sem manual de instruções. Bem na verdade, isso nem é permitido.

- Nossa, isso é sério?

- Eu sinto muito mesmo pelo equívoco. No entanto, está para chegar mais produtos nessa sexta-feira, no caso, depois de amanhã. Posso mandar entregar em seu endereço sem custo de frete num prazo de sete dias, ou se você preferir, você pode vir buscar aqui na loja na sexta-feira mesmo comigo. E então o que acha?

Era para eu ficar frustrada. Mas não fiquei. O forno não era assim algo tão urgente que não pudesse ficar mais dois dias sem e não me custava nada vir passear no shopping de novo na sexta-feira e vê-lo novamente. E vê-lo novamente? Por que eu iria quer isso?

- Que pena. Mas acho que consigo aguentar mais dois dias sem o forno. Eu vou tentar vir buscar na sexta então. Se você me garantir que o produto vai estar aqui.

Tive a impressão de que ele fez uma expressão de alívio. Ele retirou a carteira que estava no bolso de trás da calça e pegou um cartão de dentro. A mão dele era grande. Esse gesto tão simples, chamou muito minha atenção, foi muito másculo. E realmente, não tinha aliança... Humm... interessante demais...

- Laura esse é meu cartão. Tem o telefone da loja e o meu celular caso queria falar direto comigo.

No cartão estava escrito gerente Oliver Righi. Gerente então. Isso explicava o tal desconto acima do normal. Ele sublinhou o celular dele no cartão. Como se eu tivesse alguma intenção de ligar pra ele. Hahaha!

- Se acontecer de o produto não chegar na sexta, eu ligo pra te avisar. - Ele fez uma pausa daí continuou. - Pensando bem, se você quiser eu posso te ligar na hora que o produto chegar. Daí você não vai correr o risco de perder a viagem.

- Prefiro então que você me ligue no celular para me avisar quando o forno chegar. Pois é difícil me encontrar em casa.

Já sei que minha sexta-feira ia ser esperando a ligação dele. Que saco.

- Tudo bem. Então aguarde minha ligação Laura.

Minha nossa, isso me pareceu mais uma promessa!

- Até sexta-feira Oliver. – Agora fui eu quem estendeu a mão para dar tchau. Ele apertou a minha com aquela mão grande, os olhos azuis e o sorriso maravilhoso.

- Até mais Laura.

Sai da loja com a mão formigando. Que coisa idiota!

Tudo bem, já sei o que vocês devem estar pensando. Que eu sou uma boba completa. Ele é um vendedor. Corrigindo, o gerente da loja. Bom, não importa. Ele precisa vender, por isso deve jogar charme para todas. E isso com certeza, o faz vender mais. Mas afinal de contas, ele chegou realmente a insinuar alguma coisa? Não. Claro que não. “Nada a ver.” Sinceramente, odeio essa expressão. Quem é que realmente sabe o que se passa na mente masculina? A única coisa que eu sei, é que eu iria ter que esperar a tal da sexta-feira chegar...

A minha quinta-feira foi anormalmente cansativa e fui dormir cedo.

A sexta-feira chegou, sendo que a parte da manhã passou até que rápido, pois estava trabalhando. Só dei uma olhadinha no celular na hora do intervalo, para conferir se havia alguma ligação perdida.

Que mentira deslavada!

É claro que olhava o tempo todo no celular, ainda mais sendo que ele estava no silencioso.

Cinco para meio dia bateu o sinal. Acabaram minhas aulas do dia. Fui almoçar com minhas colegas no restaurante próximo e depois fui para casa.

Duas horas... Nada. Três horas... Nada. Quatro horas... Nada. Cinco horas...

Nada!

Merda. Quer parar de olhar esse maldito celular? Afinal você está em casa e o celular não está mais no silencioso. Sim, você já conferiu três vezes. O forno não vai chegar hoje, eu tento dizer para mim mesma. Provavelmente só na semana que vem. Reconheça. Ele te enganou, minha querida. E você caiu feito uma otária.

Cinco e meia.

A Shakira finalmente começa a cantar “Gypsy”. Meu coração acelera dando saltos acrobáticos. No terceiro toque eu atendo, depois de respirar fundo é claro.

Eu sei. Parece exagero da minha parte, mas é sério quando eu digo que não gosto de falar ao telefone. É praticamente uma fobia.

- Alô?

- Alô é a Laura?

- Sim é ela.

- Aqui é o Oliver o gerente da loja de eletrodomésticos. Eu fiquei de te avisar sobre o seu forno elétrico.

Finalmente. Mas é melhor eu disfarçar um pouco a minha empolgação.

- Ah sim... Olá Oliver. E então o meu forno chegou?

- Chegou sim. Pode vir buscar que já separei pra você. Caso você possa vir buscar ainda hoje, você pode pegar comigo até as sete. Mas a loja fica aberta até as dez, então você pode pedir para qualquer outro vendedor.

Como se em sã consciência eu fosse fazer isso.

- Ah... Bom... Eu trabalho hoje à noite, mais tarde. Apesar de que, como foi você quem me vendeu, o correto seria você mesmo me entregar, não concorda? – O que foi isso tudo que eu disse? Ele riu. A risada dele, ou melhor, a voz dele era maravilhosa ao telefone.

- Concordo... Então isso quer dizer que vai vir buscar hoje mesmo?

- Bom, estou terminando umas tarefas de última hora do meu trabalho e não tenho certeza se vou conseguir chegar a tempo. Mas vou tentar. – Que mentirosa! Claro que eu vou. Coração, quer bater mais devagar, seu ridículo? Parece que vou enfartar.

Realmente, eu não estou reconhecendo essa nova versão minha que está mostrando ter interesse por um gerente de loja.

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