43. Os Fantasmas Também Falam Francês
Quando Alexander abriu a porta do restaurante, meu estômago deu uma cambalhota. Não porque eu estava faminta ou impressionada com o lugar — embora fosse o tipo de ambiente em que até as luzes pareciam mais caras que minha roupa inteira —, mas porque eu sabia o que estava por vir.
Ele entrou com aquela postura calma e confiante que só ele sabia ter, e, como sempre, ajustou os passos aos meus, como se fosse uma espécie de dança ensaiada. Era irritante como ele parecia sempre saber o que eu precis