Priscila Narrando
Quando eu vi o Luiz Fernando no galpão, o coração quase parou. Aquele sorriso arrogante no rosto dele, como se tivesse ganhado o jogo da vida, me cortou mais fundo do que qualquer coisa. Eu tentei manter a calma, fingir que não me abalava, mas por dentro a raiva e o medo se misturavam num turbilhão impossível de controlar. Ele se aproximou devagar, falando com aquela voz baixa, cheia de sarcasmo, como se cada palavra fosse uma facada:
— Achou mesmo que ia escapar assim tão fá