Luiz Fernando Narrando
Eu tava com a cabeça a mil. A bebida ainda fazia o mundo girar um pouco, mas o que mais doía não era a ressaca — era a realidade. Eu estraguei tudo. De novo.
Depois daquela cena patética na porta da casa do Everton, tentando acertar ele, ficou claro que eu só tô cavando meu próprio buraco. Ele foi mais esperto, desviou fácil e ainda segurou minha camisa como quem diz: "Cresce, cara." E, pior... ele não revidou. Nem um soco. Nem uma palavra mais alta. Só me olhou com pena