Ana Kelly Narrando
— Vó! — gritei de novo, com a voz embargada, já com os olhos marejados.
Meu coração disparou. Minhas mãos tremiam. Ela tava mole, sem responder, os olhos semicerrados. Aquilo me paralisou por dentro.
— Alguém me ajuda, por favor! — berrei, olhando pras meninas, desesperada.
Marcela já ia ligar pro SAMU, a dona Josefa tentava segura a minha vó, e a Karen tentava me acalmar, mas eu não conseguia ouvir mais nada. Só o barulho do meu peito apertado e o som da minha respiração de