Brenda Narrando
Dois dias depois, desci do ônibus no terminal de Porto Alegre com uma mala simples, uma mochila e minha mente carregada de estratégia. O céu estava nublado, e o vento frio batia no rosto como se já me alertasse que eu estava pisando num território onde precisava ser mais que esperta. Precisava ser invisível.
Peguei um táxi até uma pensão discreta, a duas quadras do café onde a Karen, melhor amiga da Ana Kelly, trabalha. O lugar era pequeno, cheirava a lavanda velha misturada co