UMA VISITANTE OUSADA
A atmosfera na mansão Salvattore naquela manhã de segunda-feira era de um silêncio imponente, interrompido apenas pelo tilintar discreto das xícaras de porcelana. Lorenzo Salvattore, o patriarca cuja presença ainda comandava o império da família, observava Chiara Valenti com olhos perspicazes. Ele sabia que ninguém visitava a mansão sem um propósito muito bem desenhado.
Chiara, impecável em um conjunto de alfaiataria que gritava "futura senhora Salvattore", não esperou pela