LORENZO PASSA MAL
O ar no escritório da mansão Salvattore estava pesado, saturado pelo cheiro de mogno e pelo rancor acumulado de gerações. Lorenzo Salvattore, o patriarca cujas mãos agora tremiam sobre o colo, encarava o neto com olhos que ainda preservavam o fogo do comando, apesar da fragilidade da cadeira de rodas. Ao seu lado, Valentina mantinha uma postura rígida, o rosto tenso pela antecipação da discussão que veria acontecer a seguir.
— Sente-se, Henry!
Ordenou Lorenzo, a voz rouca, mas