POV: Maya
O ar sumiu dos meus pulmões no exato momento em que os olhos de Alexander pousaram no bilhete e na foto que eu tentava, inutilmente, esconder entre os meus dedos trêmulos. A sala do apartamento, que segundos atrás ardia com o calor de um beijo desesperado, congelou instantaneamente.
— Me dá isso — Alexander ordenou.
A voz dele não era mais a do homem ferido que buscava consolo nos meus lábios. Era a voz do monstro corporativo, fria, cortante e desprovida de qualquer vestígio de humani