ISADORA VILLANOVA
Escondida no meu quarto, eu mal conseguia respirar. Fiquei parada no meio do cômodo, com as mãos suadas apertando o tecido do meu vestido, enquanto prestava atenção em cada som que vinha lá de fora.
Era possível ouvir nitidamente o barulho de Vicente esmurrando o portão. Ele também estava gritando em alguns momentos. Era o mesmo tom autoritário e raivoso que ele usava nos seus piores dias na mansão, quando as pernas não lhe obedeciam ou quando alguém ousava contrariá-lo.
Meu