VICENTE LANCASTER
Pisei no acelerador daquele carro ridículo com toda a força que a minha perna permitia. Os pneus derraparam na estrada de terra encharcada pela chuva, mas eu não ligava se batesse em uma árvore.
A lama sujou os bancos do carro e o sangue do meu joelho ralado escorria pela minha canela, misturando-se com a lama nas minhas roupas rasgadas.
Assim que cheguei na casa escondida, freei o carro de forma brusca, quase invadindo a varanda. Desci batendo a porta com força e chutei a