Willy Riley narrando
O som dos pneus do utilitário cantando no asfalto molhado de Nova Iorque é a melodia mais perfeita que já ouvi em anos. No banco de trás, o corpo de Maya permanece inerte, a cabeça caída contra o estofamento barato. O cheiro do clorofórmio ainda flutua no ar, misturado com o aroma adocicado da fragrância que ela usa — o mesmo perfume que, aposto, deixa Arthur Valmont de joelhos todas as noites.
Olho pelo retrovisor e vejo a sutil ondulação na barriga dela através do casac