O ar dentro da sala ficou pesado, denso, impossível de respirar.
O homem parado na porta era como uma sombra que ganhou corpo. Alto. Terno escuro, impecável, daqueles que custam mais do que um carro popular. Os cabelos grisalhos penteados para trás, as mãos cobertas por luvas de couro preto, os olhos claros — os meus olhos — fixos em mim como se eu fosse um prêmio que ele esperou a vida inteira para reclamar.
Ele não era velho. Não era frágil. Não era o pai arrependido que eu imaginava nas pouc