CAP. 248- O JARDIM ONDE O MEDO MORREU
POV: CLARA CAVALLIERI
Os dias que antecederam a cerimônia foram um borrão frenético de ansiedade, superação e uma felicidade que eu ainda tinha medo de tocar, como se fosse um cristal fino que pudesse quebrar a qualquer momento. Eu mal conseguia fechar os olhos à noite sem que um filme passasse pela minha mente em alta definição. Exatamente naquela mesma data, há apenas um ano, eu corria pelas ruas escuras sob uma chuva torrencial, descalça, com a alma em frangalhos e desesperada, fugindo de um