POV de Gabriela
O som do tiro ainda ecoava nos meus ouvidos. Não era um som real. Era um fantasma. Uma repetição infinita que não me deixava respirar.
O Adrian tava no chão. O sangue escorria pelo peito dele, pelas minhas mãos, pelas frestas da calçada. Eu gritava, mas não ouvia a minha própria voz. Só ouvia o tiro. Só via o vermelho.
"Por favor, por favor, alguém ajuda! Adrian, não fecha os olhos! Adrian, olha pra mim!"
Ele não olhava. Os olhos escuros estavam vidrados, perdidos em algum lugar