POV de Gabriela
Quatro dias. Quatro dias olhando para a mesma janela, o mesmo corredor, a mesma porta fechada. O hospital virou a minha casa. A cadeira de plástico virou a minha cama. O café ruim da máquina virou a minha refeição. E o Adrian continuava sem acordar.
Os médicos diziam que ele tava estável. Que a cirurgia tinha sido um sucesso. Que era só uma questão de tempo. Mas tempo era uma coisa que eu não tinha mais. Cada minuto ali era uma eternidade. Cada hora era um peso novo no peito.
Eu