Capítulo 232 — A Emília já está carregando o luto do homem que ela deixou na Argentina, Lucca.
POV Declan
O ar nas entranhas de Galway nunca mudava.
Era o mesmo hálito congelado, espesso, com gosto de salitre e mofo que eu aprendera a respirar quando o meu pai me arrastava para as profundezas da falésia leste. Aquelas galerias de pedra, cavadas à mão no século dezenove para contrabandear uísque e pólvora para os rebeldes de Dublin, eram as artérias secretas da propriedade dos Quinn. Mas hoje, elas não transportavam mercadorias. Transportavam o prenúncio de uma execução.
A lanterna tática