POV Emília
A noite em Connemara, ou melhor, na nossa nova e estranha realidade em Pilar, costumava ser um bálsamo de silêncio. Mas o silêncio daquela madrugada foi brutalmente interrompido pelo toque estridente do meu celular sobre a mesa de cabeceira. O relógio marcava 03:14 da manhã.
Atendi sem sequer olhar o visor, o coração já disparado, prevendo o pior.
— Emília... — A voz de Declan do outro lado da linha não tinha a arrogância habitual, nem a melancolia contida dos últimos dias. Est