POV Emília
O ar matinal da estância era frio e cortante, mas não tanto quanto a sensação de traição que pulsava no meu peito. A imagem de Mia, nua e triunfante na tela do celular de Declan, agia como um veneno lento. Eu precisava de espaço. Precisava que o horizonte fosse maior do que as paredes daquela casa que, de repente, pareciam me esmagar com o peso do julgamento do meu pai.
Saí pelos fundos, caminhando em direção às cavalariças antes mesmo que o sol terminasse de subir. O estábulo estava