Patrícia entendeu, naquela semana, que continuar era um ato mais complexo do que ficar.
Ficar podia ser impulso.
Continuar exigia escolha consciente.
Os dias seguintes passaram com uma tranquilidade que, paradoxalmente, começou a inquietá-la. Não pelo silêncio de Enzo, que se mantinha presente em mensagens curtas e ligações noturnas, mas pela forma como a vida parecia querer testar o equilíbrio recém-conquistado.
Miguel estava mais sensível. Chorava por longos minutos sem motivo aparente, exigi