Era simples, discreto, bem cortado, como o das outras empregadas.
Ela o estendeu sobre a cama, sentindo o peso simbólico daquilo.
Ticiano sussurrou algo suave para Nina, palavras que Camila não conseguiu ouvir, e então se virou. Caminhou até a mesa quadrada rústica próxima à janela, onde os restos da última refeição ainda estavam abandonados.
Um prato quase intacto, uma cesta de pães praticamente intocada, um cálice de água vazio. Com as mãos nos bolsos da calça, ele a observou milimetricamente.
— A partir de amanhã, você deve usar o uniforme — disse, sem rodeios. — Para todos os efeitos, você é a babá da minha filha.
Camila sentiu o impacto daquelas palavras, mas manteve o rosto neutro.
— Não fale mais do que deve. Não responda nenhuma pergunta sobre a origem de Nina. — Ele fez uma pausa curta, analisando o rosto resiliente de Camila. — Está autorizada a levá-la para passear dentro da villa.
Camila quebrou o contato visual, e não se importou em disfarçar. Não queria que ele percebess