O nome de Aslan fez o sangue de Ária congelar instantaneamente, como se uma lâmina de gelo tivesse sido cravada em seu peito. Embora a verdade sobre sua infiltração e o fato de ter agido sob as ordens do rival já tivessem vindo à tona, ouvir Yulian declarar que estenderia sua fúria protetora até Hanna causou nela um choque que quase lhe tirou o fôlego. Ária sentiu uma onda de calor subir por seu peito, dissipando por um segundo o frio do medo. Ver o líder da Bratva, um homem forjado na desconfiança absoluta, colocar a vida da irmã de uma espiã sob sua própria guarda, era uma prova de entrega que a deixava sem defesas.
Uma faísca de esperança, tão perigosa quanto o próprio desejo, começou a arder sob as costelas de Ária. Pela primeira vez em anos de fuga constante e noites sem dormir, ela vislumbrou a possibilidade de o alvo em suas costas finalmente desaparecer. Se os Carraras eram os monstros que a caçavam no Brasil por uma dívida de sangue, Yulian era a fera soberana que comandava o