Mundo de ficçãoIniciar sessãoO cheiro era de metal frio, suor, e sangue seco. Yulian estava no quarto proibido, não viajando, mas acorrentado. Pesadas correntes de aço, reforçadas com prata, o metal que queimava sua carne e acalmava sua fera interior, prendiam seus pulsos e tornozelos a pilares fixados no chão de concreto reforçado. A dor física das correntes era uma distração pálida em comparação à agonia interna de seus ossos se realinhando.
“-Mentira.”
A palavra ecoou em sua mente, referindo-se à viagem que Ramon e ele inventaram para Ária, como a única forma de protegê-la do que ela presenciou.
Ele fechou os olhos, exausto. O lobo, agora parcialmente contido, uivava dentro dele, e a única forma de silenciá-lo era vagar pelas lembranças que o haviam condenado.
O primeiro rosto que surgiu na mente de Yulian foi o de seu irmão mais ve







