Catarina pov
A mansão de Tristan tinha uma beleza silenciosa. O tipo de beleza que às vezes incomoda, não por ser opressiva, mas por nos lembrar do que a gente nunca teve. Havia uma imponência antiga nas paredes, nos móveis, nos vitrais que deixavam o sol escorrer com cuidado pelos corredores. A casa tinha alma — uma daquelas que observa, escuta, guarda segredos.
A noite estava morna, mesmo aqui no alto, na floresta. O som das cigarras lá fora misturava-se ao sussurro leve do vento que passav