Celina Alves
Eu tinha dezessete anos e, até aquele momento, acreditava estar vivendo a fase mais feliz da minha vida. Mesmo com as exigências da minha tia, que nunca demonstrou muito carinho por mim, meu mundo parecia perfeito. Lorenzo era meu namorado, meu melhor amigo, meu porto seguro. Ele me chamava de “meu anjo” e dizia que eu era a melhor coisa que já tinha acontecido na vida dele.
Nosso amor era intenso, inocente e verdadeiro — pelo menos para mim. Cada vez que ele me olhava, meu coraç