Aurora acordou sozinha.
Outra vez.
O relógio marcava sete da manhã.
O lado de Vicente na cama continuava vazio.
Frio.
Intocado.
Ela permaneceu imóvel por alguns segundos, encarando o teto.
Tentando lembrar quando havia sido a última vez que acordaram juntos.
A resposta não veio imediatamente.
E isso a assustou.
Porque significava que os dias estavam se misturando.
As ausências estavam se tornando normais.
As desculpas estavam se tornando rotina.
E ela começava a aceitar coisas que jamais aceita