Vitória fechou a porta da biblioteca atrás de si com cuidado, como se o som pudesse denunciar a instabilidade que tentava esconder. O corredor estava silencioso, mas dentro dela tudo parecia em desordem. Não era medo exatamente. Era antecipação. A consciência de que, dali em diante, qualquer passo seria irreversível.
Entrou no quarto e permaneceu alguns segundos parada no centro do ambiente. O espelho à frente refletia uma mulher composta. A respiração, no entanto, não acompanhava a imagem.
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