Rafael fechou a porta atrás de si, e o som baixo da madeira encaixando no batente pareceu maior do que deveria dentro do quarto. Vitória continuou sentada na cama, o corpo voltado para ele, mas o que realmente não saía do lugar era o olhar preso na mão dele.
— Rafael… o que aconteceu?
Ele deu um passo à frente antes de responder, a mão machucada permanecia próxima ao corpo, mas não o suficiente para esconder o sangue.
— Fecharam o meu carro.
Vitória franziu o cenho, tentando entender.
— C