Vitória continuou olhando para a mãe por alguns segundos depois que as palavras foram ditas, mas a sensação era de que algo dentro dela havia simplesmente parado de acompanhar o resto do mundo. O som das palavras parecia ecoar de maneira estranha dentro de sua cabeça, como se estivesse tentando encaixá-las em alguma realidade possível, mas nenhuma fazia sentido. Sofia não podia ter um tumor. Não podia estar em uma cirurgia. Não podia estar lutando por algo que Vitória sequer soubera que existia