As crianças estavam espalhadas na mesma cama como se o sono tivesse vencido uma batalha coletiva. Talles havia caído atravessado, uma perna sobre o irmão. Gustavo de lado abraçado ao próprio travesseiro. O bebê mexia levemente os dedos, mas permanecia mergulhado na própria quietude.
Vitória permanecia parada na porta.
Ficara ali, apoiada no batente, como se a linha invisível do chão fosse também um limite emocional. A luz baixa do abajur desenhava sombras suaves nas paredes. Ela observava ca