A cozinha, que um dia cheirou a bolos de domingo e risadas de infância, agora sufocava.
O ar estava carregado com o veneno que Clarisse destilava.
Olhava para ela e não via a menina com quem dividi bonecas, via a carrasca da minha dignidade.
— Você não tem o direito de estar nesta casa.
a voz dela chicoteou, fria, cortante.
Minha tia, que até então apenas observava com o rosto banhado em tristeza, deu um passo à frente, colocando a mão no meu braço, me apoiando, mesmo todos contra mim.