Denis
O quadro branco estava coberto de fotos e anotações rabiscadas. Rostos de mulheres, locais de crime, datas. Todas as linhas vermelhas convergiam para um vazio, o assassino sem rosto.
Esfrego os meus olhos e sentiu a ardência. Na agitação da delegacia, apenas o som do marcador contra o quadro preenchia o ar.
— Todas disseram a mesma coisa… — murmurou, batendo o dedo contra o papel. — Ele nunca deixava ser amado. Nunca deixava ouvir a palavra “eu te amo”.
Afundado em pilhas de relatórios