Naquela mesma noite, arrumamos as malas antes do previsto. Ele dirigiu em silêncio quase todo o caminho de volta. No estacionamento do meu prédio, entregou a minha mala e disse que ia direto para uma reunião importante de emergência.
— Tem certeza que não quer que eu suba? — ele perguntou, ainda sério.
— Não, vai. Resolve seu trabalho. Eu tô bem. — forcei um sorriso, tentando quebrar o gelo.
Ele me abraçou, demorando um pouco mais do que o normal, como se quisesse me memorizar.
— Me liga se