MARINA MORGAN
Caminhei de um lado para o outro no quarto, com a mão sobre o ventre. Senti minha filha se mexer levemente e respirei fundo, tentando conter a ansiedade que me corroía por dentro.
Desde o incidente, Dante não me deixou sozinha. Transferiu o trabalho para casa, dispensou reuniões presenciais e, sempre que podia, estava aqui, cuidando de mim como se eu fosse feita de vidro.
— Olha, eu sei que é importante, mas você já pensou no que vai acontecer com ele quando descobrir? —