MARINA MORGAN
O avião pousou em silêncio, mas nada dentro de mim se aquietou. Sentada num canto, ainda com o vestido de noiva colado ao corpo, eu sentia como se estivesse enterrada em uma armadura feita de lembranças partidas.
Ele havia providenciado roupas para mim, como se isso fosse algum tipo de favor. Como se vestir uma prisioneira com um uniforme novo mudasse o fato de que ela ainda está acorrentada.
— Chegamos. — ele disse, e mesmo que sua voz fosse neutra, ela me atravessou como um