Jack parecia o meu pai quando resolvia me dar sermão. Fiquei um tempo observando-o e processando tudo, antes de responder:
— Ai, que menino chato!
Ele perdeu toda a seriedade e riu, enquanto eu permanecia emburrada.
— Olha, eu não tive culpa, tá bom? Se nos envolvemos tanto assim como você diz, foi porque você me encheu de perguntas, mas quando sou eu que quero respostas, você se faz de difícil!
— Justo. Assumo a minha culpa nisso. Mas não sou um menino, sou mais velho do que você, ou não?