Mundo de ficçãoIniciar sessãoDaphne esperava há oito anos para que o seu noivado com Vincent finalmente se concretizasse e ela pudesse se casar com o homem que amava. Na noite em que eles marcariam finalmente a data do casamento, ela ficou em choque quando seu noivo confessou seu amor por sua irmã e a pediu em casamento. Furiosa, ela teve uma noite com um desconhecido, e se casou com ele. Mas Daphne descobre que o homem com quem se casou é o seu novo chefe e agora ele procura sua esposa perdida.
Ler maisEu vivia horas de dor e tristeza, enquanto velava o corpo da minha mãe e sepultava-o ao lado de seus irmãos. Encarei a lapide recem posta e deixei o desespero tomando conta de mim. Um resmungo de protesto rasgava minha garganta, enquanto eu voltava para casa, sozinha. Eu teria que enfrentar meu inferno, sem ninguém que pudesse me defender do meu padrasto.
— Ao menos a senhora está livre daquele monstro, mãe – murmurei enquanto enxugava as lágrimas insistirem em cair do meu rosto – eu vou ter que aprender a viver sozinha e enfrentar o castigo que a senhora deixou para mim.
Passos apressados vieram em minha direção, assim que me aproximei da casa. Girei o pescoço rapidamente e meu coração disparou quando eu avistei alguns homens caminhando em minha direção. Eu conhecia bem um daqueles rostos e não gostei de vê-lo ali.
— Mason – minha voz escapou em um sussurro no mesmo momento em que eu me erguia lentamente para olhar em seus olhos. Ele se aproximando cada vez mais – o que diabos esse maldito está fazendo aqui a essa hora?
Meus olhos correram pelo lugar vazio procurando um lugar para me refugiar, mas não o medo não deixou que eu me movesse para muito longe. Dei alguns passos cautelosos para trás, assustada. Eu sabia e conhecia a crueldade de Mason e tinha conhecimento de que ele não estava ali para fazer uma visita no meio do expediente.
— Está querendo fugir, Emma? – Meus movimentos não passaram despercebidos, diante dos olhos atentos dele – achou que eu não viria cobrar a dívida que a sua mãe deixou para mim?
— Do que você está falando? – Disse entre os dentes enquanto sentia minha voz tremular de medo. Não consegui dizer mais nada.
— A vadia da sua mãe morreu e deixou uma conta hospitalar gigantesca para que pagasse – ele cuspiu as palavras e uma onda de dor avassalou meu coração – estou aqui para acertar nossas contas.
Olhei para o rosto dos homens que pararam ao lado de Mason e não gostei do que vi. Como assim, acertar a dívida que minha mãe havia deixado? O que Mason pretendia com aquilo? Os homens se aproximaram, formando quase um círculo ao meu redor, seus olhares fixos em mim como se fossem me devorar a qualquer momento.
— Peguem-na – Mason ordenou – serei bondoso o suficiente para avisar que vendi você a um homem muito rico, por uma quantia que não só pagará as dívidas que a sua mãe deixou, como também me deixará confortável por alguns anos.
— Merda! – meus olhos arderam com a raiva intensa, mas eu não teria tempo de questioná-lo. Eu precisava fugir.
— Eu não serei vendida como uma mercadoria – ofegante, gritei com ele, quando sem hesitar, os homens avançaram contra mim.
Agi por sobrevivência, desviando do ataque de um deles e desferir um golpe entre as pernas do segundo. Como eu havia feito aquilo, não fazia a menor ideia. Eu sabia que precisava escapar se quisesse me ver livre de Mason para sempre.
Um grunhido de dor escapou dos lábios de um deles, enquanto eu girava os calcanhares e começava a correr. Masson gritava logo atrás de mim para que eles me pegassem.
Vestindo uma saia, precisei erguê-la até o meio da canela e isso me custou segundos preciosos. No entanto, minha velocidade não foi suficiente, quando olhei para trás, um dos homens estava a poucos centímetros de mim. Senti suas mãos me agarrarem antes de o meu corpo ser projetado contra o chão duro e molhado.
Um grito de desespero ecoou pelo lugar vazio e uma dor insuportável percorreu todo o meu corpo. O homem colocou todo o seu peso sobre mim enquanto, com lágrimas nos olhos, me debatia para tentar escapar uma segunda vez. Meus esforços foram em vão, em um único gesto, o homem me ergue e me colocou novamente em frente ao meu padrasto.
Encarei firmemente seus olhos frios e vazios antes de sentir um tapa no meu rosto. Estremeci, enquanto sentia minha bochecha arder e um frio percorrer minha espinha.
— Esqueceu das surras que eu te dei quando sua mãe não estava em casa? – Seu rosto se aproximou do meu e eu senti náuseas com o cheiro que exalava dele, – ela não serviu nem mesmo para defendê-la. Como pode chorar pela morte da mulher que nem sequer acreditava nas suas histórias?
Mason abriu a ferida no meu coração. Me fez recordar das vezes em que contava a minha mãe dos abusos que eu sofria constantemente de Mason. Talvez ela acreditasse, mas não tivesse coragem de se livrar dele. Lagrimas encheram os meus olhos, mas eu não ousaria chorar na frente dele.
Dou de ombros, antes de sentir os dedos imundos dele me tocar, erguendo meu rosto para olhá-lo.
— Pensa pelo lado positivo, Emma, você vai se livrar de mim – um sorriso desprezível atravessou seus lábios revelando seus dentes podres, – o homem é muito rico e fará de você a esposa dele. Vai viver bem a partir de agora e futuramente me agradecerá.
— Não – minha resposta foi firme, mas não surpreendeu Mason.
— Não estou dando a você uma escolha – ele gritou – o negócio já está feito. Esses homens estão aqui para levá-la até o seu futuro marido.
Ouvindo sua declaração, eu tentei escapar pela terceira vez. Meus movimentos rápidos fizeram Mason tomar uma atitude dramática e eu lembrar apenas dos punhos dele fechados indo em minha direção.
Despertei assustada. Percebendo estar em um quarto luxuoso e iluminado. Me questionei como eu havia parado ali e quem eram aquelas pessoas ao meu redor. Uma mulher se aproximou e tentou tocar meu rosto. Eu me encolhi, observando o ambiente e procurando uma maneira de sair dali.
— Calma, querida, não vou machucar você – ela disse e então percebi que ela estava vestida com roupas de empregada.
— Não toque em mim – gritei quando ela tentou me tocar mais uma vez – quem é você e onde eu estou?
— Eu sou Samanta, a governanta do senhor Gregory – ela disse com simpatia – e foi dado ordens para que eu cuidasse dos seus ferimentos.”
— Quem é Gregory? – Samanta arqueou as sobrancelhas como se estivesse em dúvida com minhas palavras – onde está o maldito do Mason?
Foi quando a porta do quarto se abriu e uma figura masculina entrou. Era um homem alto, de pele clara, com um olhar frio cor de gelo. Ele tinha os braços fortes e seus cabelos escuros e lisos. A barba grande não escondia seu rosto esculpido. Sua postura confiante parou bem em frente a mim e seu olhar arrogante pairou no meu rosto.
— Eu sou o Gregory – a um tom de orgulho e frieza em seu timbre – o homem que comprou você e a fez minha esposa.
— Esposa? – Me levantei em um sobressalto, quando senti uma pontada aguda e intensa invadir minha cabeça – eu não me lembro de ter me casado com você.
— Claro que não lembra – a rispidez em suas palavras deixou claro o quanto ele estava irritado com meus questionamentos – Se quiser, pode ler o contrato. A partir de agora, você é minha esposa e fará tudo o que eu ordenar.
Sem cerimônia alguma, Gregory girou os calcanhares e foi embora. Segurei o papel que ele jogou no meu rosto e li o escrito ali. Uma neblina pairou sobre o meu olhar quando vi meu nome naquela certidão de casamento.
Daphne Antes visto pela sociedade como um homem de valor familiar, exemplo de empresário e bom pai, agora Ramon era descrito pelos jornais de mídia social como um homem cruel e assassino. Todos falavam sobre o crime bárbaro que ele havia cometido. Depois de o Haiden cuidar do ferimento, ele se arrumou e foi para a empresa. Eu e Genevive tentamos convencê-lo de desistir, mas ele disse precisar fazer algo. Com Ramon preso, acusado de assassinato, quase todos os investidores retiraram suas ações e a situação da empresa colapsou. Nem eu mesma poderia salvá-la e de fato não sabia se queria fazer isso. Eu construí uma vida dentro daquele lugar. Por muito tempo me senti orgulhosa por fazer parte daquela empresa reconhecida internacionalmente, mas isso foi arrancado de mim desde o dia em que descobri que meu marido misterioso era o CEO. Algumas pessoas não suportaram me ver bem, outras me detestavam antes mesmo de saber toda a verdade. E assim todos eles se juntaram para tentar me elimin
Daphne Eu agarrava Elijah com tanta força contra o meu peito que ele começou a reclamar. Eu mal havia percebido que o medo de que Ramon fizesse mal ao meu filho fizesse eu apertá-lo, que o deixaria sem ar. Eu o soltei, mas não o coloquei no chão, embora ainda fosse uma criança. Elijah odiava que eu o pegasse no colo. — Eu não sou mais um bebê, mamãe – ele protestou. — Mas parece um quando sai correndo daquele jeito – eu o recriminei e finalmente o coquei no chão - promete para mim que não vai mais fazer isso. Ele olhou profundamente nos meus olhos e concordou com a cabeça. Quando me ergui, Genevive estava parada na minha frente e senti um frio na espinha ao perceber que ela estava mais séria do que o normal. — Onde está o Haiden? Estava aí a pergunta que eu não queria responder. — Ele foi à delegacia soltar a Natalia – a voz de Ramon rompeu logo atrás de mim, me fazendo agarrar Elijah e escondê-lo nas minhas costas – acho que eles vão reatar o casamento. — Não fale bobagens,
Natalia. Eu ainda me recordava do grande susto que tive ao ver a Daphne novamente. Todos acreditavam que ela havia falecido e parecia que todos ficaram surpresos e intimidados ao encontrá-la viva novamente. Meu mundo desmoronou. Observei a maneira como Haiden a encarou, como ele se emocionou e, naquele instante, tive a certeza de que o perderia para sempre. A ideia de ter um filho poderia me manter próximo a ele. Ao sair naquela manhã, algo em mim indicava que Haiden estava a caminho para vê-la. Meu peito acelerava descontroladamente. O problema em tudo isso foi que eu me apaixonei pelo meu marido, o que não deveria ter acontecido. Durante cinco anos, eu lutei contra esse sentimento, desprezei o Haiden, o humilhei, acreditando que nunca o perderia. Por que nós só damos valor a algo ou alguém quando perdemos? Quando meu celular vibrou, eu vi o que não queria ver. Era uma foto de Haiden beijando Daphne. O inevitável havia acontecido e bem mais rápido do que eu imaginava. Eu fingir
Horas antes. Haiden Acordei horas depois, sozinho no quarto. O dia já escurecia. Lembrei então que havia chegado ali de tarde e Daphne me segurou. Depois, tudo se tornou um enorme borrão. A porta do quarto se abriu e vi Genevive entrar com uma bandeja de comida em mãos. — A notícia de que você fugiu do hospital já se espalhou – ela falou isso, deixando a bandeja em cima da mesa ao lado – tive que ir ao hospital esclarecer isso. — Sinto muito, mãe, se causei problemas para você. Eu me levantei lentamente, me sentando enquanto ela repousava a bandeja nas minhas pernas. Meu braço ainda doía e eu mal conseguia mexê-lo. Evitei me esforçar para não sentir dor e deixar minha mãe ainda mais preocupada. — Onde está a Daphne? – questionei, olhando para a comida parada à minha frente sem vontade de comer. — Ela foi descansar em outro lugar, já que você tomou conta do quarto dela – eu ri com a situação, embora não devesse – você a deixou assustada. Eu nunca havia visto a Daphne tão preocu





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