JÚLIA
Desde que comecei a notar aquele carro estranho nos seguindo, um aperto no peito não me deixava em paz. Primeiro, achei que era paranoia. Talvez um carro qualquer indo na mesma direção que o nosso, coincidência. Mas não era só coincidência.
Era sempre o mesmo carro.
Preto, vidros escuros, sem nada de especial, mas sempre mantendo uma distância calculada. E hoje, quando entramos no carro para buscar Thiago no colégio, ele apare