47. O Convite Silencioso
A sala foi esvaziando aos poucos, e eu permaneci na minha cadeira, como se minhas pernas não obedecessem ao impulso de levantar. O ar parecia mais pesado do que quando havíamos chegado, carregado por tudo o que havia sido dito — e também pelo que não foi.
René recolhia o notebook em silêncio, evitando o meu olhar, como se tivesse receio de qualquer palavra a mais que pudesse escapar. Os irmãos saíam em grupos, alguns trocando frases baixas, outros apenas gesticulando em irritação contida.
Eu