104. Quando a tranquilidade se parte
A cozinha estava tomada por uma quietude confortável, daquelas que não exigem palavras para serem preenchidas. Eu estava sentada sobre a bancada de mármore, com o notebook aberto à minha frente, embora minha atenção estivesse dividida entre a tela e os movimentos precisos de Kairos diante do fogão. Ele preparava o jantar com uma naturalidade que sempre me surpreendia, como se cada gesto tivesse sido ensaiado pela própria vida para se encaixar naquele instante específico.
Observá-lo era um exer