ELA
O corredor da área da prisão por onde passei outras vezes parecia mais frio agora que eu sou a prisioneira. Paredes de pedra bruta, úmidas, enxugavam qualquer calor do meu corpo. Tochas nas paredes não aqueciam o ambiente, mas cuspiam uma luz laranja de má vontade e faziam sombras dançarem como espectros opressores.
O barulho de água pingando que eu já tinha escutado tantas vezes, teimava no meu cérebro, me incomodando mais do que seria considerado normal. A mesma torneira que eu usei para