O Abraço de Quatro Anos e o Peso da Saudade
Marina Duarte
O ar quente e úmido de São Paulo me atingiu assim que saímos da área de desembarque privada. A diferença entre a brisa fria e limpa de Londres e essa densidade tropical era brutal, mas era um cheiro familiar: cheiro de terra, de vida agitada e de casa.
Eu estava com Brian, é claro. Ele havia orquestrado a viagem com uma discrição militar, nos fazendo parecer empresários entediados em uma escala técnica. Mas a minha compostura estava desmoronando a cada passo que dávamos em solo brasileiro.
Eu estava morrendo de saudades da minha família. Quatro anos. Quatro anos de distância, construindo uma vida que deveria ser segura, apenas para descobrir que o perigo me seguiu até aqui. A última vez que vi minha mãe e minhas irmãs, eu estava fugindo de um pesadelo; agora, eu estava voltando para enfrentá-lo com um bilionário inglês ao meu lado.
Brian, vestindo um traje casual, mas impecável, segurou minha mão com firmeza enquanto caminháva