Vinte oito dias desde seu sumiço...
Olho mais uma vez a janela. A casa dele está escura e a tarde está sendo engolida pela noite. Eu me afasto e vou até o banheiro enquanto derramo grossas e salgadas lágrimas. Meus olhos estão vermelhos e doloridos. Nada me conforta. Nada. Nem as lembranças me confortam, elas apenas me dizem quanto fui idiota.
Já procurei ler os jornais velhos com a data do dia seguinte do seu sumiço, mas não encontrei nada que me desse uma luz a respeito. Inclusive até eu já tinha ido à casa dele, mas tudo perm