A escuridão era viva.
Ondulava.
Pulsava.
Sussurrava seu nome.
Yara via-se presa dentro de um oceano negro e sem fim, como se tragada por uma amplitude onde tempo e espaço não significavam mais nada.
Não havia chão sob seus pés.
Nem teto sobre sua cabeça.
Apenas sombras, retorcidas como raízes de uma árvore doentia, sussurrando palavras inefáveis.
No início, ela tentou lutar. Tentou se mover, gritar, arrancar-se daquilo. Mas não havia nada a que pudesse se agarrar.
Então, as sombras começaram a