A escuridão sussurrava.
Seu toque frio, sedento, ansioso.
A jovem não sabia há quanto tempo caía pelo abismo, nem tinha certeza de quando exatamente se flagrara ali, naquele altar de pedra e sombras.
Yara olhou em volta.
Ainda estava caindo?
Não sabia dizer.
Estava deitada sobre a pedra, tomada pela vertigem, seu corpo exposto às sencientes sombras que serpenteavam sobre sua pele como línguas vivas, deixando rastros de gelo e agonia. Seus grilhões, feitos da mais pura escuridão, pareciam mais d