Wallace Thane
Nelson, CA
Madson, Tyler e eu viemos no meu carro. Lucan e dois ômegas ficaram responsáveis pelo outro veículo, o que Madson havia usado antes. No trajeto, ela estava visivelmente mais calma do que minutos atrás, mas havia algo pior do que o desespero: o silêncio. Ela não disse uma única palavra durante todo o caminho, o olhar fixo na janela, distante, como se ainda estivesse presa àquela casa escura, aos passos que só ela ouviu.
Quando chegamos, Madson saiu do carro quase no mesmo instante em que estacionei. Não olhou para mim, não disse nada. Apenas seguiu direto para o quarto de Agnes. Antes de fechar a porta, murmurou um pedido de desculpa — pelo pânico, pelo transtorno, por existir daquele jeito frágil naquele momento.
Aquilo me atingiu mais forte do que qualquer acusação.
Ela não devia desculpas. A ninguém.
E, ainda assim, ali estava eu, falhando mais uma vez em fazê-la se sentir segura.
O peso daquilo caiu sobre mim com força. Falhei com minha mãe. Falhei com a mã