— Por que estamos indo embora como se fôssemos fugitivas? — Emília perguntou do banco de trás, bocejando, com o corpo largado e de olhos fechados. — Nem um café da manhã somos dignas de ter?
Olhei para ela pelo espelho retrovisor e não disse nada. Eu ainda pensava sobre o pesadelo que tive. O Miguel morrendo em um acidente de carro como uma maldição, repetindo a história da sua ex-mulher. Eu estava vestida de noiva, agarrada ao seu corpo sem vida. Isso seria pior do que ser abandonada no altar.