Cap.121
Parei. O sangue pareceu congelar nas minhas veias, apesar do calor do banho.
— Aquela vez que cheguei dopada... foi sua primeira vez? Como assim? — perguntei, a voz trêmula de incredulidade.
Ele balançou a cabeça, o sorriso mantendo-se perigoso e enigmático.
— Aquela não. — Ele baixou a voz, tornando-a quase um segredo obsceno. — A outra.
Meu coração falhou uma batida. A outra? Minha mente tentou agarrar fragmentos de memória, flashes de noites borradas, o gosto de remédios, sombras...