Mundo ficciónIniciar sesiónApós a janta, a celebração do seu aniversário e cerimônia de casamento, Serena e Mackau oficializam a sua união perante o chefe da tribo e os demais parentes, mas ele sabe que ela não está nem um pouco feliz. Mackau pergunta o que há com ela, mas Serena não lhe responde. Ela quer sair dali, pois as palavras do Alfa ecoam em seu pensamento e atingem seu coração, não saem de sua cabeça assim como as memórias reveladas por ele, como se circulassem por todo o seu sistema nervoso e fizessem com que ela tremesse por dentro. Serena começa a sentir a presença dele ali; o Alfa lhe chama na floresta de fogo. Ela quer ir, mas, neste momento, não pode. Em frente à fogueira, com todos os outros e as crianças, ela tenta ao máximo demonstrar interesse, mas se impossibilita. Sua mente viaja num passado que ela desconhece, mas que lhe convida a vivê-lo, mais e mais vezes!
Pela manhã, Serena faz as suas tarefas rotineiras, termina antes do meio-dia e corre para a floresta para encontrar o seu Alfa. Ele a espera como combinado, na margem do rio. Ao vê-la, ele sorri, e para ela é como um raio de sol que a ilumina nessa vida de escuridão. Alfa diz que a noite a viu e ela estava linda. Serena sente que as lágrimas correm por seu rosto. Ela conta para ele que deverá se casar em breve para manter a linhagem de sua família intacta, mas ele pede para fugirem juntos. Serena não deve, diz que não pode fazer isso com o seu pai, ela tem uma obrigação familiar, mas que podem conversar ali até o dia de seu casamento, que podem ser amigos. Ele aceita, vai tentar esse pouco tempo para convencê-la de estar com ele para sempre. Ela diz que tem até a próxima lua para casar-se. Ele segura sua mão e diz que o destino os irá unir, se não for nessa vida, será na outra.
Passam os dias e Serena continua a visitar o Alfa, sempre no mesmo lugar, e Mackau percebe que ela age estranho e que não para mais em casa. Ele fala com o seu irmão que há algo de muito errado com ela, mas Malaui diz que ela é uma menina ainda e pede para ele ter paciência, pois o dia do casamento se aproxima, e diz que ele deve deixar Serena livre os dias que restam. Ele aceita, mas contra sua vontade e com desconfiança.
Uma tarde, quando Serena sai de sua cabana, Imora pede para que ela entre. Ela volta e Imora pergunta se sua regra desceu. Ela diz que não, é sua mãe e pede para ela olhar para o chão. A garota se assusta ao ver a poça de sangue em que pisa, se desespera e pega folhas e terra, tira o máximo de sangue que consegue, suplica à sua mãe para não contar nada. Imora não entende por que isso deveria ser uma honra para ela e diz que deve comunicar ao pai e a Mackau, para que a cerimônia se dê no tempo certo. Porém, Serena conta para sua mãe que conheceu um homem no rio, descobriu que ele é a sua metade e que há uma profecia, que ela deve se casar com ele e ser a Ômega da floresta de fogo, governar os seres mais poderosos da terra ao lado dele e trazer união entre duas espécies que se matam por gerações, que seus filhos originarão duas raças de seres diferentes e, se não se concretizar, uma vida eterna de mortes e destruição causará a extinção dos povos no mundo. Imora não acredita em contos de fada, mas acredita que sua filha se apaixonou e quer ser livre; infelizmente, isso não será possível!
- Filha, sei o que é se apaixonar e também passei por isso, mas o legado é o que importa; nosso sangue deve prevalecer!
Serena já está exausta de ouvir isso e pede então para pelo menos se despedir do Alfa; ela quer vê-lo pela última vez! Sua mãe permite que ela vá, mas pede para ela cumprir com o destino sem reclamar. A filha promete, e Imora queima os panos como ela pediu, para, quando voltar mais tranquila, casar com Mackau e continuar o legado do pai!
Ao sair da tenda, ela segue para a floresta, aflita e preocupada, sua mente perturbada, pois não sabe o que fazer com este amor que apenas cresce. Ela está distraída e não percebe que seu tio a viu correr para a floresta. Ele já desconfia há dias que ela faz algo errado, mas, até então, havia confiado em seu irmão e sido obediente; porém, dessa vez ele irá pegá-la de surpresa e, seja o que for, descobrirá! Serena chega à margem do rio, encontrando o Alfa ali. Ele a vê e o seu coração dispara. Pede para ir para um lugar seguro, sente que algo vai acontecer se continuarem ali, e ele a leva para o outro lado, uma cabana na floresta de fogo. É uma parte densa e escura, mas a cabana é bem ampla e protegida. Lá ninguém os encontrará!
- Aqui é a nossa casa Ômega, a construí para nós há muitos anos!
Ele mostra para ela e a convida a entrar e sentar. Ainda é dia, mas parece anoitecer dentro da floresta. Ela senta e observa tudo ao redor deles. O lugar é como se já estivesse ali, e ele percebe seu olhar de reconhecimento, afirma que outrora ela esteve ali, que fora seu lar por pouco tempo, pois fora morta antes de poderem ter seus filhos, e ele permaneceu esperando-a. Ela chora e, entre soluços e a tentativa falha de falar pelo nó em sua garganta, ela enfim pede para que ele a ouça o que ela veio dizer. Ele o faz.
- Alfa, tornei-me mulher hoje e devo me casar, mas eu não quero. Todo esse tempo em que me esperou e eu apenas despertei, sei que é o meu verdadeiro amor, mas eu tenho uma responsabilidade com o meu pai e minha família! Não posso fugir!
Alfa percebe que a responsabilidade para ela foi passada bem mais cedo que para ele e, por isso, ela não se desprende. Então, ele conta para ela sua história e ela ouve com atenção.
- Serena, sei que tem responsabilidades com a sua família terrena, mas, para mim, a nossa responsabilidade é maior que tudo isso e sabemos o nosso destino, pois eu também vim de uma tribo como a sua e sou irmão de Imora, mas, felizmente, somos apenas irmãos de parte de pai e fui destinada à minha tia, e eu não quero isso, por isso acordei antes de tudo com as memórias do meu destino. Nós combinamos que, passasse o tempo que fosse, nos encontraríamos em terra. Você é uma deusa poderosa da floresta e eu dos céus, e viveremos assim até que fiquemos juntos para sempre, vivos ou mortos. Eu escolhi descer para a terra e ter você; sou amaldiçoado a te perder antes mesmo de nos encontrar!
Serena ouve a história dele e se lembra de uma conversa. Ela os vê no rio, o mesmo que divide a floresta. Ela lembra das palavras daquele homem que reflete uma luz azul intensa e que ela não consegue alcançar. Lembra que ele diz que voltará para estar com ela em terra, mesmo que demore, mas ele aguardará para enfim estarem juntos e some diante dos seus olhos, que passa o tempo e ele está ali, sempre na beira do rio a observando, como menino, como homem, que a primeira morte é a dela e desencadeia essa linha quando eles se aproximam de concretizar seu amor!
- Sei que te amo agora, mas preciso de um tempo para decidir o que fazer, Alfa. Sei que te amo de verdade, mas, antes, preciso me despedir, pelo menos, de minha mãe!
Alfa olha para ela e diz que ela pode se despedir, mas que precisa estar com ela. Caso seu plano falhe, ela cede e se aproxima dele, o amor enchendo os corações de ambos e os tornando um ali naquele lugar que nasceu para eles dois. Alfa toca o seu rosto macio, ele sente a sua pele quente e cheia de desejos, seu olhar sereno e delicado, com lágrimas nos olhos e sua expressão de desejo aflora cada vez mais, então, a beija delicadamente. Ele pede que ela seja sua, que ali enfim concretizem o amor que os une. Ela responde que sim com seus beijos cálidos e confirma que irá estar com ele, para sempre. Serena desfruta o primeiro beijo com o homem que verdadeiramente ama e é o seu destino. Suas mãos passeiam pelo corpo de Alfa, deixando-o nu vagarosamente. Ela observa cada detalhe do corpo do seu amado. Ele, por sua vez, a deita sobre o tapete felpudo e macio, passando os dedos delicadamente por seu rosto corado, seus lábios vermelhos e sensuais. Ele traça com o polegar, arrancando-lhe suspiros fortes. Serena treme em seus braços!
Seu corpo ali para uma visão que apenas o Alfa tem o direito de ver, contorce-se em puro amor e chamas, a respiração ofegante e o coração acelerado. Ele pode ouvir e, passando a mão levemente por seu pescoço e colo, ele vê um colar com pingente de lobo entalhado em madeira. Ele o toca e ela o retira, entregando-lhe. Sem palavras, ele apenas a beija e olha para ela, deslizando sua mão pela barriga de Serena, fazendo-a sentir todas as sensações do desejo pela primeira vez.
- Irei sentir dor?
Ela pergunta preocupada, mas ele diz que não, pois apenas lhe tem amor para dar. Serena fecha os olhos e sente os dedos dele brincando com sua roupa, até que os pequenos e redondos seios dela ficam à mostra para ele, que sorri com a visão mais satisfatória de sua vida solitária de espera para este momento. Ele os toca como se fossem joias raras e com medo de machucá-los, mas Serena segura sua mão, para ele a tocar firme e demonstra o seu desejo, puxando-o para saboreá-los. Surpreso e faminto, ele obedece aos comandos dela, que se entrega ao primeiro toque erótico de sua vida curta.







